Carregando agora

Segurança no Campo: Polícia Federal Assume Casos de Violência Agrária em Rondônia Após 10 Anos

Segurança no Campo: Polícia Federal Assume Casos de Violência Agrária em Rondônia Após 10 Anos

Em Rondônia, assassinatos decorrentes de conflitos agrários ocorridos há mais de uma década continuam sem solução. Os casos, que envolvem disputas de terras, denúncias de grilagem e extração ilegal de madeira em municípios como Buritis, Ariquemes, Machadinho D’Oeste e Alto Paraíso, foram federalizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em agosto de 2023. Agora, sob a responsabilidade da Polícia Federal (PF), a retomada das investigações busca dar um desfecho a episódios de violência extrema que, pela falta de punição, continuam gerando insegurança jurídica e física para quem vive e produz no campo.

O peso da instabilidade na rotina da fazenda

Quem acorda antes do sol nascer para gerenciar a propriedade rural conhece os desafios de produzir no Brasil. A rotina de manejo do gado, o planejamento da safra e a flutuação das cotações já exigem dedicação total do produtor e de sua família. A última coisa que o agronegócio precisa é lidar com o clima de tensão e o medo gerados por disputas fundiárias mal resolvidas.

A falta de respostas do Estado diante de crimes agrários fomenta um ambiente de instabilidade. Segundo relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 2023, Rondônia concentrou 16% de todas as mortes ocorridas no país envolvendo disputas por terras, liderando um triste ranking de violência rural. Esse cenário de impunidade afeta diretamente a tranquilidade necessária para o desenvolvimento da região, desvaloriza propriedades e afasta investimentos.

A Federalização: O STJ e a busca por respostas

Diante da ausência de conclusão dos inquéritos pela polícia estadual ao longo de mais de 10 anos, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a federalização dos casos. O argumento central, acatado pelo STJ, foi a “incapacidade” local de responsabilizar os mandantes e o possível envolvimento de milícias ou agentes de segurança nos crimes, configurando uma inércia investigativa.

Com a transferência de competência, cabe agora à Justiça Federal e à Polícia Federal desvendar os assassinatos de oito pessoas ocorridos entre 2009 e 2016. A PF informou recentemente que os trabalhos foram retomados, com a adoção de novas diligências, perícias técnicas e análise de evidências, embora os detalhes permaneçam sob sigilo para não atrapalhar o andamento dos inquéritos.

A violência não escolhe lado: A necessidade da lei

Os inquéritos agora sob a tutela federal mostram que a violência no campo é um problema estrutural e atinge diversos atores. As vítimas incluem desde trabalhadores rurais e lideranças de movimentos sociais (como a Liga dos Camponeses Pobres – LCP), que denunciavam extração ilegal de madeira e grilagem, até proprietários de terras.

Um exemplo é o caso de Daniel Roberto Stivanin, fazendeiro da região de Vilhena, assassinado em 2012 na cidade de Ariquemes. A principal linha de investigação aponta para uma emboscada motivada diretamente pela disputa de terras na região. Isso demonstra que, no campo, o embate fora da lei coloca em risco a vida e o patrimônio de todos.

Como a segurança jurídica blinda o seu patrimônio

Para o produtor rural focado em fazer a fazenda prosperar, o desfecho institucional desses casos é vital. Especialistas em direito agrário reforçam que a impunidade é a semente de novas violências. Quando a justiça falha, o espaço fica aberto para invasões, grileiros e milícias.

A proteção definitiva para a sua terra não se faz com armamento ou enfrentamento direto, mas com inteligência e estratégia legal. Manter a regularização fundiária rigorosamente em dia, possuir matrículas atualizadas, documentar limites (Georreferenciamento e CAR) e agir rapidamente com medidas possessórias preventivas (como o Interdito Proibitório) diante de qualquer ameaça são os verdadeiros “tratores” que limpam o caminho para a paz na sua fazenda.


“Questões envolvendo conflitos agrários, segurança no campo e regularização fundiária são complexas e cada caso possui suas particularidades. É fundamental que o produtor rural esteja bem-informado para proteger seu patrimônio e sua atividade. Para aprofundar seu conhecimento sobre seus direitos e entender as estratégias jurídicas disponíveis, convidamos você a visitar o portal da HOC Advogados.”

Conheça o trabalho de nossos especialistas em Direito Agrário

Elivelton Schwanz é especialista em posicionamento digital e crescimento estratégico para escritórios de advocacia. Atua ajudando advogados a estruturarem operações comerciais, fortalecerem sua autoridade no digital e converterem atenção em contratos, sempre com estratégias alinhadas ao Código de Ética da OAB. À frente da Braves High Performance, desenvolve projetos de marketing, vendas e escala para escritórios que buscam crescimento sólido e previsível.